Mianmar - muito além de Yangon...


Yangon é ainda hoje o principal centro do Mianmar, embora a capital administrativa do país tenha sido movida em 2005 para Nay Pyi Daw, há 320 kms de distância. Fundada no século XI, a cidade teve importância fundamental nos tempos gloriosos da antiga Birmânia e floresceu em diversos âmbitos, porém, em decorrência do regime político atual se tornou uma cidade sem grande expressividade na região e ficou completamente congelada no tempo.


Seu patrimônio histórico-cultural é invejável, sobretudo no que tange a templos religiosos. As conhecidas pagodas são uma constante na cidade e é possível vê-las pipocarem no horizonte com seu amarelo-ouro reluzente. A principal é a Shwedagon Pagoda, com 2500 anos e mais de 100 metros de altura, cobertas com 8 toneladas de ouro, 2 mil rubis e 4 mil diamantes - o maior deles com 72 quilates!!! Uau!



O complexo da Shwedagon Pagoda ainda é formado por diversos prédios que lembram a arquitetura tailandesa, todos com uma decoração minuciosa linda. Aberta de 4 da manhã às 10 da noite, a pagoda é um passeio fenomenal para um dia inteiro. Vale a pena observá-la sob as diferentes luzes ao longo dia e da noite:

Outras pagodas, não tão imponentes quanto a Shwedagon, mas ainda assim bem bonitas, são a Sule Pagoda, Kaba Aye Pagoda e também a Chaukhtatgyi, que possui o maior Buda deitado de todo Mianmar. A figura impressiona pelo seu gigantismo, com 55 metros de comprimento e também pela delicadeza dos traços. Os pés são um capítulo à parte, ricamente decorados e em posição diferenciada à habitualmente encontrada pelo sudeste asiático.



O lago Karaweik também é uma parada obrigatória na visita a Yangon, para admirar a espetacular barca real. Como dito no post anterior, esta é uma imagem presente na minha cabeça há mais de uma década e vê-la ao vivo foi um momento mastercard!


Yangon é uma das cidades mais subdesenvolvidas do sudeste asiático. A grande maioria da população é rural, embora seja possível observar modernismos típicos de qualquer metrópole internacional, como Londres, Nova York ou São Paulo. O contraste é forte, basta conferir abaixo:



Um fato curioso na cidade é que os carros tem o voltante na direita - herança do colonialismo britânico -  entretanto o sentido das ruas estão na mão inversa. 

Para quem gosta de feira, a Scott Market é cheia de artesanatos exóticos maravilhosos, daqueles que a gente encontra em lojas chiquérrimas no Brasil por uma fortuna. Aqui é tudo barato! Outra feira legal de se conhecer é a street market, onde o comércio de frutas e verduras rola solto nas ruas do centro da cidade.


Para se hospedar na cidade, recomendo o agradável Hotel Savoy. Ele fica sediado num casarão colonial com uma decoração rústica maravilhosa, perfeito após um dia exaustivo de passeios pela cidade. As redondezas oferecem ótimas opções de bares e restaurantes, porém há que se ter cuidado com os grandes buracos nas calçadas, um problema comum em toda Yangon, que fica ainda mais perigoso à noite.


Deixando Yangon para trás, fui até a enigmática Bagan, que será mostrada no próximo capítulo. Todo o passeio pelo país foi feito em companhia da agência Myanmar Voyages, que tornou nossa viagem ainda mais interessante. Nossos amáveis guias nos mostraram todas as belezas do país e souberam como ninguém nos dar uma aula de história e cultura local. O passeio - pasmem - custou a módica quantia de USD 460/ pax incluindo 4 noites de hotel 5* com café da manhã, todos os passeios em Yangon e Bagan, incluindo as entradas e ainda 2 aéreos (yangon-bagan-yangon). Aos possíveis interessados, deixo a dica de aproveitar enquanto o país ainda é acessível, pois depois que o embargo dos EUA acabar - e parece que está próximo - certamente a brincadeira vai ter um dígito a mais.


Ps: o trocadilho "Muito Além de Yangon" (Beyond Rangoon) utilizado no tema do post é uma referência ao filme de mesmo nome, onde a atriz Patricia Arquette vive uma personagem perturbada com a trágica perda da família e encontrou no Mianmar uma nova força para viver, um retrato emocionante do que o país vem vivendo nas últimas décadas! Vale à pena conferir!


2 comentários:

De - Meu estilo é assim disse...

Menina, eu jamais conheceria esse lugar se não fosse pelo seu blog!
Viaggio Mondo é cultura pura!
Bj pra vc!

Fê Costta disse...

Ei De!!! Que bom que curtiu!! ;)
Bjao e obrigada!

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